Artigos: Registro de equipamentos para viagens internacionais
 
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Registro de equipamentos para viagens internacionais

Frequentemente tenho visto mergulhadores fazendo perguntas nos fóruns de discussão, sobre o registro de equipamentos de mergulho para nas viagens internacionais.

De fato, toda e qualquer burocracia que pudermos evitar é sempre bem-vinda, e um mergulhador precavido, certamente terá menos problemas durante sua viagem, se estiver atento a essa questão.

A legislação brasileira referente a aduana traz uma série de detalhes aos viajantes, mas pra variar, ela não é clara o suficiente a ponto de tirar todas as dúvidas.

A lei em si, diz que todo e qualquer objeto adquirido no exterior, cujo o valor deste ou do montante venha a superar os U$ 500 americanos, deve ser devidamente declarado para o pagamento de impostos no banco presente na alfândega, seja ela aeroportuária, marítima ou terrestre.

Mas o que não é muito claro, é que quando estamos saindo do Brasil e levando nossos pertences, também devemos fazer o registro do que está sendo levado.

Os aeroportos que recebem vôos internacionais, há um fiscal presente em uma sala da Receita Federal para fazer o registro dos bens. O viajante leva seus bens que contenham números de série e preenchem uma ficha informando os dados dos objetos. O fiscal de plantão irá pegar o objeto e irá conferir os dados escritos na Declaração de Saída Temporária de Bens (DSTB). Estando tudo preenchido corretamente, ele irá assinar e carimbar a declaração, tornando-a um documento comprobatório de que os objetos saíram do Brasil com o viajante.

Essa declaração tem validade indeterminada e não é necessário pagar taxas para que isso seja feito.

Ao retornar ao Brasil, caso o viajante tenha suas bagagens vistoriadas por algum funcionário da Receita Federal, existe a possibilidade do fiscal de plantão solicitar a declaração de saída, para que você comprove que os pertences não foram adquiridos na viagem. Isso ocorrer, em função da limitação de U$ 500 para compra de bens no exterior, ecaso você ultrapasse esse valor, pague os impostos devidos.

É importante ressaltar, que se o fiscal pode taxar os pertences que saíram do Brasil com você juntamente com outros objetos adquiridos no exterior, caso não você não apresente a declaração de saída.

Equipamentos de Mergulho

Independente de não serem eletrônicos, todos os objetos que contenham número de série, devem ser declarados para evitar possíveis transtornos durante o retorno ao Brasil.

Há aqueles que chegam a mencionar que se o equipamento demonstra estar com aparência de usado, seria indiferente para a Receita. Na verdade a coisa não funciona assim.

Nesse ponto a lei é clara e se o fiscal quiser a declaração, ele estará completamente correto quanto as suas atribuições.

Sendo parado e dizer que o equipamento não foi comprado no exterior e que demonstra uso, não garante absolutamente nada.

Equipamentos caros como roupa seca e/ou que contenham números de série escritos a caneta de marcação no adesivo colado pelo fabricante, também devem ser registrados. Se o fiscal disser que não precisa, diga que você não deseja ter problemas na volta e que amigos seus tiveram problemas devido a falta da declaração de saída, e informe o preço do equipamento !

Eu mesmo passei por uma situação com uma fiscal não queria registrar minha roupa seca, dizendo que aquilo era uma roupa. Tive que explicar que um equipamento desses chega a custar mais de U$ 500, e o que eu faria se fosse parado ?

Ela acabou aceitando fazer o registro.

Equipamentos caros e sem números de série, podem ser fotografados pelo funcionário da Receita, que lhe dará uma declaração de saída temporária, porém, com validade de alguns dias. Particularmente não sei como funciona o processo, mas sei que a coisa é mais complicada, mas dependendo do valor, é melhor garantir.

Uma dica importante antes de viajar...

Esteja atento aos horários de funcionamento dos escritórios da Receita destinados ao registro de bens. Recentemente uma amiga foi de madrugada para o aeroporto de Guarulhos, São Paulo, onde iria pegar um vôo que sai às 7hs da manhã. Ela não conseguiu fazer o registro dos pertences, pois a Receita de Guarulhos só abre após as 8hs da manhã.

Se você vai viajar em horários fora do horário comercial, procure ir antes ao aeroporto fazer o registro dos bens, isso vai evitar transtornos.

Não esqueça o número do vôo e passaporte (ou identidade) quando for obter a declaração, pois será requerido na hora do preenchimento.

Agora, se você acha que nada disso é preciso e que é fácil enganar o pessoal da fiscalização, se prepare, pois fatalmente você será parado quando menos imaginar.

Turistas viajam uma vez ou outra, já a equipe de fiscalização da aduana está presente todos os dias e vendo todos os casos possíveis. O que você possa imaginar para tentar burlar a fiscalização, não funcionará e eles têm uma boa percepção dessas coisas.

Hoje dois aeroportos do Brasil contam com um raio-x diferenciado, capaz de analisar o conteúdo das bagagens, verificar a possibilidade de rastros de drogas, e inclusive, analisar o que está dentro ou atrás de uma barra de chumbo, por exemplo. Portanto, seja um passajeiro politicamente correto para não ter surpresas desagradáveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Clécio Mayrink, nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 sendo certificado pela CMAS. Atuou como Dive Master pela PADI (#53.668) em 1990/91, realizando diversos cursos e especialidades. Atualmente é Mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave e Advanced Cave Side Mount e No Mount, com especialidades em O2 Administrator, First Aid e CPR pela IANTD, e Juiz AIDA Internacional.

Consultor em TI, é o idealizador do site Brasil Mergulho criado no ano de 1998. Foi consultor técnico sobre mergulho no desenvolvimento do 1º Atlas dos Esportes no Brasil, um projeto promovido pelo Ministério dos Esportes, foi consultor no projeto de proteção mundial de naufrágios promovido pela ONU e UNESCO, e integrante do mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS.

Atuou em reportagens para revistas, documentários e matérias para TV's, onde teve a oportunidade de mergulhar em diversos locais do Brasil e no exterior. Com a experiência adquirida, criou também a empresa Brasil Mergulho Produções, destinada a produção de vídeos e documentários subaquáticos.

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Veja também:
- Cuidados ao viajar
- Cadeado auxiliar para bagagens
- Registro de equipamentos para viagens internacionais
 








 
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