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Camaquã - Um mergulho sempre memorável
Não foi a minha primeira visita à Corveta Camaquã em Recife, mas, como em
todas as vezes que lá retornei , constato que é um mergulho dos mais
interessantes que um mergulhador técnico pode realizar.
Nesse fim de ano visitei Recife por duas vezes num curto espaço de tempo.
Inicialmente com a turma de rebreathers que escolheram a capital dos naufrágios
para realizar o seu encontro e desta vez com os amigos Basílio, Frugoni e Sérgio
.Em ambas as ocasiões usamos a Operadora Aquáticos
que disponibilizou os catamarãs Galileu e Voyager.
Recife continua sendo a meca dos mergulhadores em naufrágio, seja pelo
número de embarcações disponíveis para visita, seja pela qualificação das
operadoras locais, isso sem falar da boa qualidade da rede hoteleira e dos
inúmeros atrativos a disposição do visitante.
O próprio Clécio esteve lá recentemente e seus relatos estão disponíveis
aí no site.
Meu ponto de mergulho preferido na justamente denominada "Capital dos
Naufrágios" é a corveta Camaquã, e sempre que possível volto a
visitá-la.
Desta vez tinha a responsabilidade de "apresentá-la" a dois amigos
que me acompanhavam e que estavam curiosos diante das minhas referências sempre
elogiosas ao imponente naufrágio. Já o Sergio Panda é contumaz freqüentador
do local.
Navegação tranqüila até o ponto de mergulho, com o Gaba descendo primeiro
para fixar o cabo de descida. Bóias de referência lançadas ao mar e o
catamarã aproxima-se delas permitindo o lançamento dos mergulhadores.
Para a turma do Rio, a visibilidade e a cor da água em Recife já vale à
viagem e quando estão presentes num mergulho aos 54 metros de profundidade, aí
é a festa.
Como se tratava de uma primeira visita, optei por percorrer o naufrágio de
proa à popa pelo exterior do mesmo, deixando para fazer as primeiras
penetrações no trajeto de retorno.
Os gestos e as fisionomias dos companheiros de mergulho denotavam a toda hora
sua satisfação.
Passagens estreitas no interior da embarcação estimulavam e tornavam ainda
mais instigante aquela experiência.
Todas as vezes que ali retornamos não esquecemos que aquele é um cenário
em que ocorreram mortes de tripulantes o que nos leva a tratá-lo com o devido
respeito, o que quer dizer também, nada retirar do naufrágio.
Após trinta minutos de mergulho iniciamos a nossa subida e descompressão
num cenário incrivelmente azul e de quando em vez cercados por peixes de
diversas espécies.
Usamos para esse mergulho, duplas de aço com Trimix 20/30, como gás de
fundo e cilindros S40 com Ean 50 e O² respectivamente para descompressão.
No retorno, começam os comentários sobre os momentos vividos durante o
mergulho e já nos surge aquele gostinho de "quero mais".
As lembranças dos mergulhos ficam na lembrança e nas fotos e vídeos que o
pessoal da dolphineye disponibiliza para a turma.
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