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Operação Parnaioca
Com o passar dos anos, por diversos motivos, vários navios que
afundaram na costa brasileira acabam perdendo sua identidade original
e são renomeados de acordo com os destroços ou o local onde eles
repousam. Um
bom exemplo disto é o naufrágio do “Parnaioca” na Ilha Grande.
Ele recebeu esta denominação por estar afundado na Ponta Alta da
Parnaioca.
A
real identidade deste navio ainda é um mistério. Alguns afirmam, sem
ter nenhuma comprovação, que este navio é o “Japurá”, que
afundou em algum lugar na região da Ilha Grande no ano de 1897. Comentários
sobre a identidade deste navio são freqüentes nos barcos de mergulho
que visitam o local. O que mais se ouve é que os destroços parecem
ser de uma época mais recente do que a do naufrágio do “Japurá”.
Então,
como ainda não apareceram evidências confiáveis da real identidade
do navio, usaremos de bom senso e seriedade e continuaremos chamando
este naufrágio de “Parnaioca”.
Por
estar do lado de fora da Ilha Grande, uma visita ao “Parnaioca”
demanda planejamento extra devido à distância dos pontos
convencionais de mergulho da Ilha Grande e do mau tempo, que pode
frustrar uma tentativa de mergulho neste local. O
ideal é reunir uma turma de amigos e programar a viagem, sempre de
olho na previsão do tempo. O Brasil Mergulho.com possui links para
alguns sites que disponibilizam este serviço.
No mês
de Julho, uma grande turma formada pelos colaboradores do Brasil
Mergulho, programou esta operação que foi realizada no último final de
semana do mês e teve o apoio da operadora Aquamar
dos nossos amigos Ataíde e Marcos Santos. A
previsão do tempo para Sábado indicava boas condições de mar, fato
que logo comprovamos ao iniciarmos nossa operação pela manhã.
A
longa navegação até o ponto de mergulho foi tranqüila e o aspecto
“piscina” do mar criava uma grande expectativa em relação a
visibilidade da água. Sendo
grande parte da equipe formada por mergulhadores técnicos, nossa
intenção era de ficarmos na parte mais funda do naufrágio aos
trinta e cinco metros. Em um mergulho anterior, encontramos uma grande
estrutura a alguns metros da proa e gostaríamos de retornar a ela
para investigarmos melhor. Um
outro aspecto deste mergulho, é a discussão sobre a proa do navio.
Alguns dizem que ela está separada do resto do casco mas isto não é
verdade. Como pudemos confirmar, a proa, que é belíssima, se
encontra na sua posição “normal”.
Ao
iniciarmos o mergulho, descobrimos que aquele era, sem dúvida, um
final de semana especial. A visibilidade era ótima e a temperatura da
água bastante agradável !
Devido
a esta visibilidade conseguimos ver que algumas chapas do navio caíram
e que grandes salões que possibilitam boas penetrações foram
criados na profundidade de vinte e sete a trinta metros. Continuando
em direção ao fundo, chegamos a proa, que graças à posição do
navio no fundo – ele está emborcado (de cabeça para baixo) –
pode ser notada facilmente. Para um mergulhador de naufrágio é algo
belíssimo de se ver.
A
alguns metros da proa, se encontra um bordo superior da proa, ainda
com cabos e cabeço de amarração. O
“Parnaioca” tem um perfil de mergulho multinível, o que facilita
a operação. Ainda
há muito do casco para ser visto, mastros com gávea, suporte do hélice,
guinchos, cabeços de amarração e muitas outras estruturas.
O
“Parnaioca” é uma ótima opção ao mergulhadores de naufrágios
sejam eles técnicos ou não. A
estrutura que fomos procurar mais a frente da proa não foi encontrada e será o motivo de nossa próxima visita ao naufrágio.
Ao
fim do mergulho, todos se mostraram impressionados com o tamanho do
naufrágio. Infelizmente, a má visibilidade e água fria que ocorre
alí com certa freqüência impossibilita alguns mergulhadores de
verem o verdadeiro “Gigante da Parnaioca” !
Participaram
deste mergulho: Antônio
Massud, Carlos
Bersan, Clarice, Clécio
Mayrink, Lelis, Paulo
Tessarollo, Roberto
da Luz (Bob Light), Rodrigo
Coluccini, Sérgio
Amorim e Zé Luís.
Clécio Mayrink |

Bersan |

Sérgio Amorim |

Rodrigo Coluccini |
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Roberto, Clécio
Bersan, José Luiz e Tessa


Local onde o navio bateu

Entrada da Lagoa
do Aventureiro

Roberto, Bersan e José Luiz

Antônio
Massud

Roberto da Luz
(Bob Light)
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