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Vapor Bahia - Um dos mais belos naufrágios de nosso
litoral
Para quem gosta de naufrágios, vida marinha , águas quentes e com
muita visibilidade, o litoral de Pernambuco é ideal para uma visita.
Considerada por muitos como a "Capital do Mergulho em
Naufrágios", a cidade de Recife
é o portão de entrada para muitos mergulhos de qualidade
internacional.
De Recife, podemos acessar outros naufrágios sensacionais como o Itapagé
em Maceió , Rebocador Marte e
Gonçalo Coelho em
Serrambi e o Vapor Bahia que fica ao norte do estado e é o alvo de
nossa reportagem.
A partir de Ponta de Pedras, que fica a cerca de uma hora de carro de
Recife, embarcamos à bordo de barcos de pescadores com destino ao local
do naufrágio ocorrido em 1887. O Vapor Bahia chocou-se com outro navio,
o Pirapama, que após
conseguir retornar ao porto de Recife, foi desequipado e afundado dois
anos depois (1889), tornando-se um belíssimo ponto de mergulhos diurnos
e noturnos, sendo moradia de grandes raias e tartarugas.
O Vapor Bahia afundou poucos minutos depois do choque deixando sua
tripulação e passageiros em total desespero. Grande parte das pessoas
à bordo faleceu no acidente, incluindo seu capitão e vários oficiais.
Esse naufrágio é muito famoso por ser habitado por vários cações
lambaru, além de tartarugas de grande porte, que normalmente são
vistas por lá, assim como a grande quantidade de cardumes.
Esse imponente navio ainda mostra a sua elegância, testemunha de uma
distante época da navegação à vapor.
Como que ainda disposto a navegar pelo mar de areia, e demonstrando
enorme força frente ao poder destrutivo do mar, a proa do Vapor Bahia
ainda está de pé, carregando uma âncora almirantado de cada bordo.
Sem dúvida, essa é uma das mais belas proas que tive o prazer de ver
em um naufrágio.
Da proa seguimos em direção à popa do navio. Por toda a extensão
é possível ver diversas ferragens e o que restou do casco. Em alguns
pontos podemos ver escotilhas e aros de bronze. Logo, chegamos na parte
mais interessante do navio.
A meia-nau, encontramos as duas caldeiras, as máquinas e as rodas de
pás. Apenas a roda de bombordo está inteira e dentro dela, centenas de
peixes se aglomeram colorindo a estrutura. A roda de boreste está
destruída mas é perto dela que encontramos um grande número de
lambarus deitados perto das ferragens. Em direção à popa, o navio
encontra-se bastante desmontado e o leme denuncia o fim da área de
destroços.
Durante nossos mergulhos no Vapor Bahia, utilizamos misturas nitrox,
que nos proporcionou total aproveitamento do mergulho. A melhor época
para se visitá-lo, assim como os demais naufrágios na região, é de
novembro à março.
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Fotos: Renata Linger

Turcos da proa

Uma das caldeiras do navio

Grande de ferragem ainda pode ser vista

Roda propulsora de bombordo

Foto:
Luiz Caballero

Caldeiras
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