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Conhecendo os novos naufrágios de Recife
No último dia 4 de maio, o Brasil ganhou mais três naufrágios
artificiais, o Taurus, Saveiros
e Mercúrius, fazendo
parte de um projeto desenvolvido pela Associação das Empresas de
Mergulho do Estado de Pernambuco(AEMPE) e a Wilson
Sons, empresa proprietária dos rebocadores e que doou os mesmos
para este propósito. Com isso, Recife firma ser a capital dos
naufrágios artificiais do Brasil, atualmente contando com 9
embarcações afundadas.
Hélio Vaisman da Wilson Sons, responsável pelo projeto e um dos
idealizadores dos afundamentos das embarcações para a criação de
recifes artificiais, prestou todo o apoio na logística, limpeza e
reboque das embarcações.
O projeto envolveu as comunidades acadêmicas da Universidade Federal
Rural de Pernambuco (UPFE), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal do Ceará
(UFC), para o desenvolvimento do projeto científico de acompanhamento
do processo de colonização e ocupação biológica dos naufrágios.
O processo foi acompanhado pela Capitania dos Portos de Pernambuco,
Grupamento dos Bombeiros Marítimos, IBAMA e apoio logístico das
embarcações das operadoras Aquátícos e Seagate.
Os
afundamentos
A primeira embarcação afundada, foi o Rebocador Taurus às 09:56hs,
levando 17 minutos para afundar, após a abertura das válvulas e
retirada das chapas cortadas previamente no casco.
O Rebocador Mercúrius afundou às 11:15hs e o Rebocador Saveiros às
11:43hs.
Conforme acordado entre os envolvidos no projeto, o naufrágio
Mercúrius estará fechado para visitação de mergulhadores durante 1
ano, ficando o acesso exclusivo aos pesquisadores com projetos
autorizados pelo IBAMA. Este naufrágio estará sendo acompanhado desde
o primeiro dia de afundamento e comparado com um segundo naufrágio
idêntico (Rebocador Saveiros) liberado para mergulhadores, para se
verificar se existem grandes impactos no habitat marinho.
Em primeira mão
Convidados pela operadora Aquáticos, nossa equipe foi conhecer os
mais novos naufrágios, em uma rápida ida até Recfe em apenas um final
de semana.
Saímos do Rio de Janeiro em um vôo às 20:40hs e chegando em Recife
por volta das 23:45hsde Sexta-feira, indo direto ao hotel.
No dia seguinte, fomos para a operadora, onde posteriormente fomos
conhecer os novos pontos de mergulho.
Os mergulhos
No primeiro dia, descemos no Rebocador Taurus, que assim como os
demais, encontra-se em pé e em fase de acomodação junto ao solo. Um
dos pontos que mais nos chamou a atenção neste naufrágio, fui sua
grande hélice. O tamanho de uma hélice de um rebocador, visualmente é
desproporcional ao seu tamanho, e para aqueles que estão acostumados a
visualizar hélices de navios à vapor e cargueiros, irão estranhar
essa peça da embarcação.
Apesar do naufrágio ser recente, a água encontrava-se em boas
condições à sua volta, e incrivelmente já encontramos vida no
interior da embarcação. Pequenos seres e alguns cardumes já
circulavam em seu interior, como se o local não fosse nenhuma novidade,
o que nos deixa impressionado como foi rápido o início da habitação
marinha.
No
dia seguinte, nossa equipe foi conhecer o Rebocador Saveiros, maior que
o primeiro, este por sua vez, demonstrava que sua acomodação ainda
estava se acertando, pois era perceptível o balancar da embarcação,
pois com a passagem de uma leve corrente pela face externa, fazia com
que a embarcação se mexesse levemente.
Assim como o Taurus, também encontramos vida no Saveiros, e a
possibilidade de visitar o interior da embarcação sem riscos. Todos os
três rebocadores passaram por um excelente processo de limpeza e
abertura de portas, evitando a possibilidade de acidentes no interior
dos mesmos.
Após dois dias de mergulhos, onde estivemos nos dois naufrágios
citados acima, estivemos também nos já conhecidos Vapor
de Baixo e Pirapama,
onde no meio da tarde, retornamos para a excelente base da Aquáticos,
não só felizes, mas como satisfeitos pela realização de um excelente
trabalho de dezenas de pessoas. Podemos dizer que Recife hoje, é líder
na criação de recifes artificiais, ganha mercado e demonstra que a
seriedade só traz benefícios não só aos mergulhadores, como ao
turismo, empresas do setor e gera novos empregos diretos e indiretos. Ao
chegarmos à base, lavamos nosso equipamentos e fomos deliciar a
excelente culinária pernambucana.
No dia seguinte pela manhã, retornamos ao Rio de Janeiro, com a
lembrança dos belíssimos e tranquilos mergulhos realizados com águas
a 29ºC, em uma parte Brasil que a cada dia, fica mais próxima com as
grandes promoções das companhias aéreas.
Agradecimentos especiais

Operadora
Aquáticos, pela receptividade, atenção e profissionalismo antes,
e durantes as operações. Destacamos esta, como sendo uma das melhores
operadoras do país.
- A empresa Wilson Sons, na pessoa de Hélio Vaisman, que doou
as três embarcações à AEMPE. Iniciativas como esta só vêm
engrandecer o turismo subaquático de Pernambuco;
- João Carlos Feijó e José Mário Lobo, participantes no sucesso do
empreendimento;
- Prof. Fábio Hazin e sua equipe, entre eles Alessandra Fischer
e Douglas Santos, responsáveis diretos pelo projeto científico
e da realização do Estudo Ambiental Simplificado.
- Carlos Henrique, Guilherme
Silvestre e Rogério Lippo, pelas fotos e receptividade
de nossa equipe.
- TAM Linhas Aéreas,
pelo excelente vôo e atendimento à nossa equipe.
- Aconchego
Hotel, pela estadia.
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Fotos: CarlosHenrique (CH)
Guilherme
Silvestre

O reboque teve início às 5h da manhã


Repercussão em toda mídia

Cardumes chegando ao naufrágio

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