Naufrágios - Maria Celeste
 
Principal
   
 

Você está em  Principal > Naufrágios > Cadastro Nacional de Naufrágios > Maranhão  Imprimir    Favoritos    Recomende    Diminuir a Fonte Aumentar a Fonte
Siga o Brasil Mergulho no Twitter e tenha as notícias em primeira mão

Cadastro de Naufrágios no Brasil - Estado do Maranhão
 
Nome Maria Celeste
Data 16/03/1954
GPS -
Localização A 500m da costa, nas proximidades do porto de São Luís
Profundidade (m) -
Visibilidade (m) -
Motivo Explosão
Estado -
Carga 1.000 cilindros com parafina e 3.000 cilindros com combustível.
Tipo Cargueiro
Nacionalidade Brasil
Dimensões (m) 54
Deslocamento (t) 632
Armador Companhia Navegação São Paulo
Estaleiro Kane S.B. Co.
Propulsão -
Fabricação 1944
Notas O navio pegou fogo durante três dias seguidos. Dezesseis homens morreram. Fonte: Dictionary of Disasters at Sea during the Age of Steam.

Veja abaixo o relato Antônio Pereira Cândido, filho de um dos náufragos do Maria Celeste:

Meu pai, Claudionor Cândido, era taifeiro neste navio.

Do que já ouvi dele, o acidente ocorreu a partir de um problema elétrico junto ao mastro principal, e havia um carregamento de combustível (querosene e gasolina de aviação) no convés do navio, muitos galões acondicionados neste local. Um deles apresentou um vazamento que não foi percebido pela equipe de manutenção e uma possível faisca provocada por algum curto, teria deflagrado o incêndio que devorou o navio.

Os momentos que se sucederam foram de muita angústia e desespero. Neste navio estava também um irmão de meu pai, José Cândido.

Percebendo a gravidade da situação os dois foram para a popa do navio e se lançaram ao mar nadando para alcançar as embarcações que buscavam resgatar os náufragos. Uma grande dificuldade das equipes de resgate (barqueiros voluntários que tentavam chegar na embarcação em chamas) era a cortina de fumaça e chamas no mar, provocada pela queima do combustível na superfície do mar.

As explosões dos barris no convés faziam com que estes decolassem como foguetes e ao caírem no mar provocavam grandes poças de combustível em chamas.

Os náufragos necessitavam nadar entre as "poças de combustível" em chamas e muitos moreram por serem atingidos pelos barris ou por serem envolvidos nas ilhas de fogo provocadas pelo combustível que flutuava em chamas.

O acidente ocorreu a pouco mais de 500 metros da costa e o número de vitimas fatais chegou a pouco mais de duas dezenas.

Meu pai e seu irmão foram regatados por uma pequena embarcação. eu tio, por ter mais vigor e mais capacidade de natação, muito ajudou a meu pai com palavras de estímulos isso foi decisivo para que hoje pudéssemos relembrar episódio tão marcante na vida dos dois.

Veja também -
Fotos: Antônio Pereira Cândido



 




 
    Termos de Uso   |    Colaboradores   |    Na Mídia   |    Logotipos