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7 passageiros a bordo /
1 hélice
Relatório do Naufrágio do Highland
Rio de
Janeiro - 7 / 8 de maio de 1918
O vapor Inglês "Highland
Scot" encalha nas Ilhas Maricás, cerca de 15 milhas da cidade
do Rio de Janeiro. Medo da perda da carga faz necessário o auxílio
ao navio. Rebocadores ficam de prontidão.
Londres - 7
/ 8 de Maio
Proprietários do navio recebem a notícia que o
Highland Scot encalhou nas Ilhas Maricás ao se aproximar do Rio de
Janeiro vindo do Rio da Prata. Preparativos para salvatagem se
iniciam.
Rio de
Janeiro - 7 a 9 de Maio
Rebocadores do governo e navios de guerra
britânicos iniciam assistência ao navio. O Highland Scot se
encontra na face nordeste das Maricás, parte do casco na praia,
fundo de areia. Carga no deck do navio caindo no mar.
8 / 10 de Maio
Posição do navio praticamente a mesma. Assistência de
rebocadores é contínua. Navio se encontra com bordo em uma praia.
Âncoras em posição satisfatória. Retirada da carga e do carvão
prossegue. Passageiros chegam ao Rio de Janeiro. Agente da Lloyd´s
of London está a bordo.
Londres - 9
/ 10 Maio
Relatório dos proprietários: (1) Carga sendo retirada.
Toda a ajuda possível disponível. Passageiros chegaram ao RJ
levados por navio militar britânico. (2) Notícia não tão
favorável. Guincho da âncora de proa quebrado, impossível reparar
no local onde o navio está. Popa mais próxima da ilha. Bombas de
porão dos anteparos 1 e 2 fora de serviço e pequena quantidade de
água começa a entrar. No anteparo nº 3 a quantidade de água é
mais séria mais as bombas de porão estão funcionando
perfeitamente. Perspectiva de salvar o navio não estão mais tão
favoráveis quanto ontem mas os esforços continuam.
Rio de
Janeiro - 9 /11 de Maio
Agentes da lloyd´s retornam ao navio.
Posição agora é séria. Aguardam confirmação para o dia
seguinte.
13 / 15 de Maio
Quase não há esperanças de salvar o navio. É possível
andar pelo bordo do navio na maré baixa. Agora é tentada o resgate
das cargas perecíveis como a carne e a manteiga a bordo através de
transporte para o RJ. Máquina de refrigeração para de funcionar
em 10 de Maio. Representantes da Lloyd´s permanecem a bordo.
15 / 17 de Maio
Marinheiro reporta: Casco na proa e salão do deck colapsam.
Carga começa a se perder na água. Casco se parte em um dos porões
de proa.
16/18 de Maio
Todas as tentativas de salvar a carga falharam. Considerar
outras despesas com este objetivo inúteis.
20 a 22 de Maio
Não foi possível salvar a manteiga. Possibilidade de salvar
materiais pequena. Resto da tripulação forçada a abandonar o
navio em 18 de Maio por piratas de naufrágios armados.
23 / 25 de Maio
Remanescente da carga sendo leiloada. Agente da Lloyd´s
aguardando ofertas de compra pelo destroço do navio.
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