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Histórico
O Cruzador Tiradentes, foi o único navio a ostentar esse nome na
Marinha do Brasil em homenagem ao Alferes da Cavalaria Joaquim de
Xavier, ou Tiradentes, protomártir de Independência.
1893
Entre 17 e 24 de abril, foi realizada a primeira edição da
Revista Naval de Hampton Roads, em Norfolk (Virginia - EUA). Na
noite de 23 de abril, chegou a Norfolk integrando uma Divisão Naval
com o E Aquidabã e o C Republica, para participar da Revista Naval.
Na manhã de 24 de abril, o Contra-Almirante (USN) Bancroft
Gherardi, comandou a Parada e o contingente norte-americano, tendo o
seu pavilhão no Cruzador USS Philadelphia.
Participaram pela Marinha dos EUA, o primeiro Esquadrão com os
Cruzadores USS Newark (capitânia do CA Benham), USS Atlanta, USS
San Francisco, USS Baltimore e as Canhoneiras USS Bancroft e USS
Bennington e o segundo Esquadrão com os Cruzadores USS Chicago
(capitânia do CA Walker), USS Charleston, USS Vesuvius, a
Canhoneira USS Concord e o Torpedeiro USS Cushing.
Participaram também pela Marinha Real inglesa, os Cruzadores HMS
Blake (capitânia do VA Hopkins), HMS Austrália, HMS Magicienne, o
Cruzador-Torpedeiro HMS Tartar e a Canhoneira HMS Partridge; pela
Marinha francesa, os Cruzadores Arethuse (capitânia do CA Libran) e
Jean Bart, e o Brigue Hussard; pela Marinha italiana, os Cruzadores
Etna (capitânia do CA Magnaghi), Giovanni Bausan e Dogali; pela
Marinha alemã os Cruzadores Kaiserin Augusta e Seeadler; pela
Marinha russa os Cruzadores General Admiral e Rynda; pela espanhola
os Cruzadores Riena Regente, Infanta Isabel e o Torpedeiro Nueva
España e pela Marinha holandesa o Cruzador Van Speyk.
Quando estourou a Revolta da Armada, encontrava-se docado no
Dique Mauá em Montevideo (Uruguai), sendo incorporado a Esquadra
Legal, fiel a Floriano Peixoto, como sua capitânia.
1894
Em abril, participou do ataque ao Encouraçado Aquidabã,
em Santa Catarina.
1896
Integrou uma Divisão Naval comandada pelo CA Júlio de Noronha,
composta também pelo Encouraçado Aquidabã, e pelo Cruzadores
Republica, representando o Brasil na Revista Naval passada pelo
Presidente Glover Cleveland, por ocasião da Exposição
Internacional de Chicago.
1899
Sob o comando do Capitão-Tenente José Nunes Belfor Guimarães,
teve presença de destaque na questão do Cunani, entre o Brasil e
França.
1913
Estava sediado no Rio de Janeiro, e encontrava-se em estado
regular. Em 20 de janeiro, zarpou do Rio de Janeiro, conduzindo o
Sr. Ministro da Marinha e sua comitiva, a fim de tomarem para no
translado dos restos mortais das vitimas do Encouraçado Aquidabã,
do cemitério de Angra dos Reis para o monumento em Jacuacanga,
tendo regressado a sua sede em 21 do mesmo mês. Participaram também
das homenagens o Rio Grande do Sul e os Cruzadores-Torpedeiros Tupy
e Tamoyo.
Entre 25 e 27 de janeiro, foi docado no Dique Santa Cruz da Ilha das
Cobras, para raspagem e pintura do fundo.
Em 13 de agosto, foi colocado a disposição da Superintendência
de Portos e Costa pelo Aviso n.º 1309.
Entre 25 de outubro e 6 de novembro, foi docado no Dique Santa
Cruz na Ilha das Cobras para substituir 20 folhas de cobre no fundo.
1914
Terminou o ano em estado regular.
1916
Foi transformado em Aviso Hidrográfico.
1917
Foi rearmado como Cruzador em virtude do Aviso n.º 2067, de 30
de maio de 1917, sendo incorporado à Divisão Naval do Norte, então
comandada pelo Contra-Almirante João Carlos Mourão dos Santos.
1919
Foi submetido a Mostra de Desarmamento, passando seu casco a ser
usado como Pontão, para o transporte.
Armamento: 4 canhões Armstrong de 120 mm, 3 canhões de 57 mm, 4
metralhadoras de 8 mm e 2 tubos lança-torpedos de 450 mm.
Fonte: Marinha do Brasil
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